domingo, 11 de setembro de 2011

WTC - New York - 11 de Setembro de 2001

Era um dia tranquilo em Porto Alegre, e eu já estava acordada há bastante tempo. Estava no último semestre na faculdade, e tinha optado por me dedicar em tempo integral a minha monografia. Acordava cedo, e por volta das 10 da manhã sempre parava pra dar uma descansada de tanto texto e gráficos. Naquele dia peguei algo pra beber, liguei a TV e me atirei na cama pra me espreguiçar. A partir daí parece que os minutos pararam.

William Bonner não me deixava pensar que aquilo era um filme, mesmo que lembrasse tanto os vários filmes que já simularam destruir Nova York, pois a voz de urgência e dúvidas não era a corriqueira. A fumaça era grande, ainda não se sabia bem o que havia acontecido. Chamei a Tita correndo, que insistia em dizer que não era verdade.

O pânico e a tristeza me invadiram, mesmo eu nunca tendo estado naquela cidade, e àquelas alturas isso ser um sonho bastante distante. Pois o impensável em violência terrorista tinha virado verdade em seu mais alto grau, e a partir dali nada mais era impossível. 

Ao vivo, pela TV, vi o segundo avião se aproximando até se chocar com a segunda das torres gêmeas. Ao vivo, vi o primeiro e o segundo prédio caírem com tantos inocentes lá dentro. Vi a fumaça no pentágono em meio a tantas dúvidas. Mais tarde, vimos o avião caído na Pensilvânia, com aqueles que impediram mais um símbolo dos EUA de vir ao chão, com ainda mais vidas.








Naquele dia não desliguei mais a TV. O medo de que aquilo se alastrasse no mundo era grande. Temia pela Europa, outros países da Ásia, Israel. Sentia-me ainda segura em Porto Alegre, mas o mundo não era mais.








Em Janeiro de 2010 estive em Nova York pela primeira vez. O clima do lugar do atentado, onde ficavam as Torres Gêmeas, era um tanto tétrico, a Igreja ao lado ainda com a poeira, dentro as roupas de bombeiros que participaram dos resgates, fotos, medalhas, homenagens. A obra era gigantesca, e foi erguido um pequeno memorial, com vídeos, a história do WTC, o planejamento da obra da Freedom Tower. 







A gente podia sentir a tristeza do lugar. Naquele dia, após conhecer a cidade maravilhosa que é Nova York, revivi a dor daquele dia, que mesmo tão distante pra mim naquela época, já era pra mim a capital do mundo. Pude imaginar o caos que deve ter sido, imaginar o bairro embaixo de destroços. Pude lembrar das pessoas que se atiravam dos prédios em desespero, daqueles que não tiveram sequer tempo de entender o que acontecia, dos bombeiros que perderam a vida salvando vidas, das imagens tristes que acompanhei grudada na TV em 2001.

Acabei de retornar de New York, estive por lá entre 21 e 26 de agosto, e foi um tanto inexplicável a sensação de ver a nova Torre se erguer, tornar-se um novo marco na cidade, daqueles que parecer sempre estar presente e visível,  independente de onde você está. Acho que os olhos brilharam, dei um pequeno sorriso, mas não quis passar por lá, mesmo estando à duas quadras da obra. Preferi deixar pra conhecer a Torre quando ela estiver plena, cheia de vida, e possa representar o perdão, a liberdade e a paz. 







domingo, 24 de julho de 2011

They tried to make me go to rehab...


... uma vida a mais perdida para as drogas....
... uma voz a mais que deixa saudades...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Northern Lad - Tori Amos / Matthew L.S.

A maravilhosa música de Tori Amos, interpretada por um ilustre desconhecido chamado Matthew (pelo menos eu não sei nada sobre ele...), mas que tem uma voz incrível.... Pra guardar o link.



Had a Northern lad
Well, not exactly had
He moved like the sunset
God who painted that
First he loved my accent
How his knees could bend
I thought we'd be OK
Me and my molasses
But I feel something is wrong
But I feel this cake just isn't done
Don't say that you don't
And if you could see me now
Said if you could see me now
Girls, you've got to know when it's time to turn the page
When you're only wet because of the rain
Because of
Because of the rain
Because of
He don't show much these days
It gets so fucking cold
I loved his secret places
But I can't go anymore
"You change like sugar cane"
Says my northern lad
I guess you go too far
When pianos try to be guitars
I feel the West in you
But I feel it falling apart too
Don't say that you don't
And if you could see me now
Said if you could see me now
Girls, you've got to know when it's time to turn the page
When you're only wet because of the rain
When you're only wet because of the rain
Because of the
Because of the rain
Because of the rain

terça-feira, 22 de março de 2011

Tudo quanto vive...

Tudo quanto vive, vive porque muda;
muda porque passa;
e porque passa, morre.
Tudo quanto vive perpetuamente se torna outra coisa,
constantemente se nega,
se furta à vida.

Fernando Pessoa.


Roma, setembro de 2010 (by Lenissa Hilgert)

domingo, 13 de março de 2011

Isla Margarita - Venezuela

Abril de 2009, Venezuela, Isla Margarita:
Milhas expirando, vontade de descansar em uma praia, destino desconhecido. Assim, Isla Margarita surgiu como opção de roteiro.
Um pouco de medo da situação do país, e alguns calafrios no aeroporto de Caracas (nem pense em sair do aeroporto por lá). Realmente, deve-se ter cuidado até mesmo dentro do aeroporto, por todos os lados alguém de olho em você, até mesmo aqueles que deveriam estar por lá para defende-lo. Enfim, rume direto ao seu destino final, e evite falar com estranhos. Para isso, leve dólares, bastante. Não conte com seu cartão de crédito, e só troque os dólares (se trocar) em locais oficiais. Nem a maior malandragem carioca chega aos pés do que você pode ver por lá. 
Povo muito simpático, sofrido e cansado. 
Isla é grande, você até esquece que está em uma ilha. Já estava achando que tínhamos sido seqüestrados pelo motorista do táxi (por sinal um caro antiguíssimo e lindo, daqueles rabo-de-peixe), quando chegamos ao resort.
Pesquise bem, só tope os com praia fechada. Esse era com praia aberta. Ou seja, quem pensava em descansar, teve que ficar afugentando vendedores e "massagistas" de pés, por um bom tempo.

O visual fora da hora do rush é um espetáculo:

a mistura de cores do por do sol
outra maravilha é o clima: eternos 23 graus, nem calor nem frio. A piscina pela noite era uma beleza, sem a maldita salsa e merengue que tocava o dia inteiro.
muito verde por todos os lados, bacana fazer passeio pra conhecer a ilha, mas sempre com os guias autorizados pelo hotel,
A ilha tem mangues também para passear de barco, outro meio ambiente além das praias,
o passeio de 4x4 pelas praias mais desertas é bem bacana,

o nascer do sol é um fenômeno!
a praia, já viu... meio zoneada, e estava cheia de águas-vivas enoooormes. Aqui a parada era ler e tomar piña colada.
Piscina gigante e muito mais sossegada, sem salsa e merengue, com menos crianças, sem recreacionista, e infelizmente só descoberta no último dia no resort. Ahhh!

Você pode estar aí pensando que a visita não valeu né? Valeu sim, deu pra descansar. Mas o melhor da Venezuela vem em outro post.


sexta-feira, 11 de março de 2011

Gente coisa é outra fina!

Pra guardar de lembrança o vídeo da amiga dando super entrevista sobre etiqueta corporativa. Amei. Coisa muito fina!





terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Clinique Dark Spot Corrector e outros amores

A propaganda já tinha chamado nas revistas, mas o último chamariz foi a matéria da Marie Claire (que nem de longe é minha revista preferida) com os melhores lançamentos de produtos de beleza do ano. Somado ao testemunho de uma colega, fui até a loja conhecer. O preço tá longe de ser barato, mas custa menos que um peeling, além de ser menos agressivo. Além disso a sensação na pele é maravilhosa e vai bem com protetor solar por cima e/ou maquiagem. Duas vezes ao dia e a promessa de quatro semanas depois suas manchas de sol e espinhas ficarem na memória. Veremos em mais 3 semanas, mas até o momento estou adorando os primeiros efeitos de luminosidade, digamos assim, se é que é isso mesmo...

Even Better Dark Spot Corrector da Clinique, clique aqui para saber mais sobre esta marrrravilha!

E pra não sair com uma sacola com tanto espaço sobrando... (que desculpa esfarrapada), fui dar uma olhada nas máscaras para cílios, e me apaixonei pelo High Definition Lashes Mascara, que tem um aplicador maravilhoso, pra mim que não gosto de volume em excesso e nem daquelas bolinhas de rímel nos cílios. Em um dos lados da "escovinha", tem um "pentinho"que tira qualquer bolinha e separa os fios, alongaaaaaaaaaaaando bem! Amei! Ainda tem a cor marrom escuro que pra mim fica ótimo pro dia-a-dia. Isso tudo pra substituir o meu amado rímel da M.A.C. cuja validade vencida me obrigou ao desapego. Esse produto que considerei com bom custo-benefício.
Não sou de comprar batom, mas caí na bobagem de olhar as cores, me apaixonei pela número 13, que não deu nem um pouco de azar, pelo contrário. Ficou ótima, o batom hidrata e não fica com aquela aparência de craquelado depois de um tempo. A cor dura. A embalagem é uma coisa doida de linda. Eu acho os preços dos batons um absurdo, mas acho que esse valeu. Melhor do que pagar menos pelas porcarias dos batons da Natura (reclamo mesmo, não condizem com a qualidade dos demais produtos da marca). Se for pra pagar que seja por coisa boa. 

Resumindo, achei uma nova marca queridinha, recomendo. Clinique.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Prefiro ser essa metamorfose ambulante?

 Estava até um pouco difícil dirigir aquela noite, tal a irritação que saia por todos os poros. O trânsito geralmente transforma-se num lugar para soltar demônios e o trajeto Humaitá – Tijuca, foi o palco de alguns dissabores propiciados peça enxurrada de hormônios de uma TPM incontrolável.
Podia ter sido mais um inconveniente sinal vermelho, mas foi o fim. Não, nenhum acidente de trânsito. Mas naquele sinal eu vi um menino de rua. Alguma novidade?  A princípio nenhuma. Mas naquela noite eu vi o menino. Vi, no pleno sentido da palavra. Vi, não só enxerguei. Vi, e o que as minhas retinas viram foi totalmente processado pelo cérebro, totalmente absorvido pelo coração. Com todos os cenários, causas, conseqüências e toda loucura daquela cena.
 Cena a qual “aprendemos” a ignorar, resmungar, desviar os olhos, enfim qualquer coisa que nos ajude a congelar toda reação que nossa natureza humana possa provocar.  Nas grandes cidades, esse é o cenário diário, que já não choca.
 Mas naquele dia, eu vi. Vi como ele era magro, como tinha vergonha da situação, como estava ainda mais cansado do que eu após meu longo dia de trabalho. Vi os olhos brancos, e sem o brilho da esperança, só o opaco da espera por alguma ajuda, por sair dali.

 Diferente de muitos, ele não pedia. Ficava ali parado, observando. E esperando. Como se houvesse começado ontem no ofício, ainda sem saber o modus operandi. Foram alguns segundos desse encontro. Talvez três segundos desse encontro, nunca saberei.

 Porque ali parece que os relógios pararam. As lágrimas, presas até então, brotaram com força de corredeiras. As mãos tremeram. Braços congelados. Sem reação a não ser os soluços. O sinal, que normalmente enlouquece até o motorista mais paciente, de tão demorado, nesse dia ironicamente abriu nesses poucos segundos. Um piscar de farol do carro de trás, me fez recomeçar os mecânicos movimentos, mas o choro continuava.

 No quarteirão escuro fui refletindo, novamente questionando minha firme opinião de não dar dinheiro em sinais de trânsito, em especial para crianças. Senti-me mal, uma avarenta. Mas essa decisão nunca foi pelo dinheiro, mas pelo mérito.

 Dessa vez, me culpei por não ter dado o dinheiro, me culpei por não parar o carro, descer e levá-lo a um lugar onde pudesse comer um bom prato de comida. Culpei-me por não levá-lo pra casa e dar um banho, roupas, um lar. Até por não cuidar da sua educação e nem dar o carinho que uma criança merece. Culpei-me pelos políticos que eu elegi, pela sociedade em que vivo, pelas injustiças do mundo.


E nessa torrente de derivadas, eu vi, para o pânico total de minha mente atormentada, que ainda que eu tivesse adotado aquele menino eu não resolveria o problema pelo qual estava chorando, ele era muito maior que eu e minhas possibilidades de ação.

E nessa hora veio o vazio, geralmente carona do sentimento de impotência. Consegui chegar, estacionar, o carro ir até o apartamento do meu namorado e abraçá-lo pra terminar o saco de lágrimas que ainda tinha, e ver no semblante dele um grande ponto de interrogação. Acalmei-me, e superei mais uma TPM da minha vida.

 Dias – ou foram meses? – após o episódio, no mesmo sinal. Lá estava o menino novamente. Dessa vez o sinal ficou fechado por minutos, e me deu o tempo de reconhecer o menino, sentir um calafrio de lembrança daquela noite, rapidamente colocar minha “opinião formada sobre dar dinheiro no sinal” no lixo da consciência, pegar cinco reais e chamar o menino.

 Ele me olhou, pôs a mão no peito perguntando se era com ele, e eu o chamei novamente. Entreguei o dinheiro e ele me deu um sorriso, que está na lista  dos mais emocionantes da minha vida, agradeceu se afastando devagar.

 O sinal abriu, e os pensamentos voltaram com a velha e amarga dúvida sobre dar ou não dar algo no sinal, especialmente para crianças. Ás vezes me pergunto, parece coisa de doido, se o menino existe, ou se é como aqueles personagens de filme clichê que aparecem para ver sua reação às coisas do mundo. Será um anjo ou coisa parecida?

 Mas o que tem voltado à mente é um trecho dessa crônica, que já não sei mais se é verdadeira “E nessa torrente de derivadas, eu vi, para o pânico total de minha mente atormentada, que ainda que eu tivesse adotado aquele menino eu não resolveria o problema pelo qual estava chorando, ele era muito maior que eu e minhas possibilidades de ação.” Será?

 Quais são as nossas possibilidades? Como não deixar-se parar de se indignar com tudo isso? O que é certo ou errado aqui? Ficar imóvel, alegando posições fixas e sem ajudar com o pouquinho você pode? Ou dar o pouquinho que você pode e depois se sentir bobo por ter tido a ilusão de que isso resolve alguma coisa?

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Durma com um barulho desses: Black Swan



Não pulava da poltrona assim desde "O sexto sentido".
Não grudava na poltrona assim desde a última visita ao dentista!

Pensei que não ia conseguir dormir. Dormi bem, mas lembrei de tudo assim que abri os olhos!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Agenda 2011 - show de agenda!

A agenda de compromissos de 2011 anda super animada e já chegou lá pras bandas de abril do ano que nem começou...
Em janeiro, se ela não beber demais e se perder nas noites cariocas, tem show da Amy Winehouse. Ingresso comprado, e iniciadas as tratativas de logística pra chegar a tempo no longínquo HSBC Arena. Falta pouco!

Mas isso não é tudo pessoal! O melhor vem depois...
Com abertura do MUSE! (só esse já valia um show a parte), o U2 vem aí pra deixar a minha lista de shows obrigatórios completa, daí pra frente o que vier foi lucro!!!
Apesar da madrugada adentro na internet, tá tudo prontinho: ingresso, hotel e passagens, tudo pronto!

Isso sem falar no Rock'n Rio! Ainda não decide em qual noite vou, e até se vou, porque esquemão de festival é diferente. Vou acabar comprando, até porque esses ingressos vão se tornar um investimento... É, 2011 tá SHOW!

domingo, 29 de agosto de 2010

Pasta a Carbonara


Para não esquecer da dica da Ticcia que ficou perfetta!!!

Aprovada por unanimidade, ficamos até com aquele soninho depois do almoço!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Meus poemas são eu mesmo







E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. 
Bem! eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. 
Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão." 


(Revista Isto É, 14 de novembro de 1984)
Mário Quintana,





Eu, NY, jan-2010